Aqui estão as 10 músicas de rock mais ouvidas de todos os tempos no Spotify, com base nos dados atualizados até julho de 2025:
| 🎸 Posição | Música | Artista | Streams (bilhões) |
|---|---|---|---|
| 1 | Sweater Weather | The Neighbourhood | 3.89 |
| 2 | Believer | Imagine Dragons | 3.50 |
| 3 | Heat Waves | Glass Animals | 3.46 |
| 4 | Bohemian Rhapsody | Queen | 2.85 |
| 5 | Mr. Brightside | The Killers | 2.70 |
| 6 | In the End | Linkin Park | 2.66 |
| 7 | Do I Wanna Know? | Arctic Monkeys | 2.64 |
| 8 | Smells Like Teen Spirit | Nirvana | 2.48 |
| 9 | Iris | Goo Goo Dolls | 2.52 |
| 10 | Don't Stop Believin' | Journey | 2.49 |
Essas faixas representam diferentes vertentes do rock — do alternativo ao clássico — e continuam a conquistar ouvintes em todo o mundo. A presença de bandas como Queen, Nirvana e Linkin Park mostra como o legado do rock atravessa gerações, enquanto nomes como Imagine Dragons e Glass Animals revelam a força do gênero na era digital.
A lista das músicas de rock mais ouvidas de todos os tempos no Spotify traz um panorama interessante — e controverso — do estado atual do gênero. A predominância de faixas como Sweater Weather e Heat Waves, classificadas como "rock" pela plataforma, evidencia o quanto os critérios estéticos do estilo se tornaram amplos ao ponto de incluir sonoridades que flertam com o pop, indie e eletrônico. Isso levanta uma questão sobre o que realmente define o rock nos tempos atuais, especialmente sob o filtro dos algoritmos de curadoria.
Por outro lado, nomes históricos como Queen, Nirvana e Journey ainda figuram entre os mais tocados, provando que o apelo atemporal de certas bandas permanece forte mesmo diante da ascensão de novos formatos de consumo. A presença de Linkin Park e The Killers reforça o impacto que o rock dos anos 2000 teve sobre as gerações que hoje dominam o streaming — um reflexo do crossover entre o clássico e o contemporâneo.
O Spotify pode estar capturando hábitos reais de escuta, mas essa seleção também revela como as métricas digitais estão moldando a percepção pública do que é "rock". A inclusão de artistas que, tradicionalmente, não seriam encaixados no gênero, sugere um deslocamento cultural: o rótulo “rock” virou mais uma categoria comercial do que uma representação fiel de atitude, sonoridade ou contexto histórico. É um sintoma da era das playlists — onde o gênero se adapta à escuta, e não o contrário.











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