👉 Judas Priest vs. Justiça: O Caso das Mensagens Subliminares que Mudou o Rock!



Judas Priest é absolvido em caso judicial sobre mensagens subliminares — marco histórico para a liberdade artística no metal

Em 24 de agosto de 1990, a banda britânica Judas Priest foi oficialmente absolvida em um dos processos mais controversos da história do rock. O caso, movido nos Estados Unidos, acusava o grupo de inserir mensagens subliminares em suas músicas que teriam supostamente influenciado dois jovens a cometerem suicídio. A decisão judicial representou uma vitória significativa para a liberdade de expressão artística, especialmente dentro do universo do heavy metal, frequentemente alvo de críticas e censura moral.

O processo teve início após um trágico incidente ocorrido em 1985, quando Raymond Belknap e James Vance, fãs da banda, tentaram tirar a própria vida após ouvir o álbum Stained Class (1978). Belknap morreu instantaneamente, enquanto Vance sobreviveu com ferimentos graves, vindo a falecer três anos depois. As famílias alegaram que a faixa “Better By You, Better Than Me” continha comandos subliminares como “do it” (“faça isso”), que teriam incentivado o ato.

Durante o julgamento, o vocalista Rob Halford chegou a cantar a música acapella no tribunal, enquanto o guitarrista Glenn Tipton reproduziu trechos do álbum ao contrário, revelando frases absurdas como “Me dê hortelã-pimenta” e “Minha cadeira está quebrada” — evidenciando que sons invertidos podem gerar interpretações aleatórias. A defesa argumentou que não havia qualquer intenção ou controle sobre mensagens subliminares, e que a tragédia envolvia fatores complexos como saúde mental e ambiente familiar.

O juiz concluiu que não existiam provas suficientes para responsabilizar a banda pelas mortes, encerrando o caso com uma absolvição que custou cerca de US$ 250 mil em honorários legais para o Judas Priest. A decisão foi amplamente celebrada pela comunidade musical como um precedente contra a censura e a criminalização da arte.

Este episódio permanece como um lembrete poderoso de como o metal — e a música em geral — pode ser mal interpretado por setores conservadores, e como artistas devem ser protegidos contra acusações infundadas que tentam limitar a expressão criativa. Rob Halford, anos depois, refletiu:

“Por que uma banda diria aos seus fãs para se matarem? Se fosse para esconder algo, seria ‘compre mais discos do Priest’”

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