A música do Pink Floyd que os fãs amam — mas Gilmour e Waters odeiam!


"Atom Heart Mother”: A canção do Pink Floyd que divide fãs e criadores

Dentro da vasta e reverenciada discografia do Pink Floyd, poucas faixas geram tanta controvérsia quanto a suíte “Atom Heart Mother”, lançada em 1970. Com mais de 20 minutos de duração, a música que dá nome ao quinto álbum da banda é adorada por muitos fãs por sua ousadia e experimentação — mas é profundamente rejeitada por seus próprios criadores: David Gilmour e Roger Waters.

🎼 Uma obra ousada e sinfônica “Atom Heart Mother” é uma peça instrumental que mistura rock progressivo com orquestra e coral, refletindo a busca da banda por identidade artística no início dos anos 1970. Na época, o álbum chegou ao topo das paradas britânicas e foi considerado um marco do rock sinfônico, ao lado de trabalhos de bandas como Deep Purple e Moody Blues.

😤 Desprezo dos integrantes Apesar do sucesso entre o público, David Gilmour nunca escondeu seu desdém pela faixa. Em entrevistas, foi direto:

“Ouvi recentemente e é uma merda. Provavelmente se trata de nosso ponto mais baixo em termos artísticos.”

Roger Waters também compartilha da antipatia. Perfeccionista, ele relembra as dificuldades técnicas da gravação e declarou:

“Se alguém me oferecesse um milhão de libras para tocar ‘Atom Heart Mother’, eu diria: ‘Você deve estar brincando’.”

🎟️ Fãs defendem a ousadia Mesmo com o repúdio dos músicos, muitos fãs enxergam a faixa como um símbolo da coragem criativa do Pink Floyd. O arranjo orquestral e a estrutura não convencional são vistos como um passo importante rumo à maturidade artística que seria consolidada em álbuns como Meddle (1971) e The Dark Side of the Moon (1973).

🎬 Performances raras e grandiosas Nos anos 1970, a banda chegou a executar “Atom Heart Mother” ao vivo com músicos extras para reproduzir os arranjos sinfônicos. Essas apresentações são hoje lembradas com saudosismo por quem teve a chance de presenciá-las.

📍 Entre o amor dos fãs e o desprezo dos criadores Mais de cinco décadas depois, “Atom Heart Mother” permanece como uma peça peculiar na história do Pink Floyd — um exemplo de como a arte pode ser celebrada pelo público mesmo quando rejeitada por seus próprios autores

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