Ozzy Osbourne & Scorpions: 17 de setembro e dois álbuns que mudaram o rock!
17 de setembro: Dois marcos do rock e metal — Ozzy Osbourne e Scorpions redefinem eras com álbuns icônicos
No dia 17 de setembro, duas obras fundamentais do rock e do metal celebram aniversários que atravessam gerações. Em 1991, Ozzy Osbourne lançou o poderoso No More Tears, enquanto em 1975, os alemães do Scorpions apresentaram ao mundo o seminal In Trance. Ambos os discos não apenas consolidaram fases decisivas em suas respectivas carreiras, como também influenciaram profundamente o som e a estética do gênero.
🎸 Ozzy Osbourne – “No More Tears” (1991) Lançado pela Epic Records, No More Tears é o sexto álbum solo de Ozzy Osbourne e marcou uma virada pessoal e artística após anos de excessos e turbulências. Com produção de Duane Baron e John Purdell, o disco trouxe hits como a faixa-título e Mama, I'm Coming Home, esta última coescrita por Lemmy Kilmister, do Motörhead. A sonoridade mescla hard rock melódico com momentos introspectivos, refletindo a sobriedade recém-adquirida de Ozzy após um período conturbado que incluiu até uma prisão por tentativa de agressão contra sua esposa Sharon.
O guitarrista Zakk Wylde brilha em todas as faixas, e o baixista Bob Daisley — embora não creditado nos clipes — gravou todas as linhas de baixo do álbum. Curiosamente, o riff de abertura da faixa No More Tears foi composto por Mike Inez, que aparece nos vídeos promocionais, mas não tocou no disco.
A capa, criada por Matt Mahurin, foi inspirada em um sonho surreal de Ozzy envolvendo um anão gigante. A imagem se tornou uma das mais icônicas da carreira do Madman, simbolizando sua transição para uma fase mais madura e reflexiva.
🎸 Scorpions – “In Trance” (1975) Com In Trance, o Scorpions abandonou de vez o rock progressivo dos primeiros álbuns e mergulhou no hard rock direto e melódico que os tornaria famosos mundialmente. Produzido por Dieter Dierks, o disco marca a estreia da colaboração com o produtor que moldaria o som da banda nos anos seguintes.
O álbum traz clássicos como Dark Lady, Top of the Bill e a faixa-título In Trance, considerada uma das baladas mais emocionantes da banda, com solos de guitarra de Uli Jon Roth que figuram entre os mais expressivos do rock europeu. A capa original, fotografada por Michael von Gimbut, gerou polêmica por mostrar o seio exposto da modelo — sendo posteriormente censurada em várias edições internacionais.
Um fato curioso é que o vocalista Klaus Meine, ainda sem fluência em inglês, escreveu as letras com ajuda de um dicionário, o que contribuiu para a simplicidade poética e direta que se tornaria marca registrada da banda.
Esses dois lançamentos, separados por 16 anos, representam momentos de reinvenção e afirmação artística. No More Tears consolidou Ozzy como força solo após o Black Sabbath, enquanto In Trance posicionou o Scorpions como potência global do hard rock. Ambos os discos continuam a ressoar com fãs antigos e novos, provando que grandes álbuns não envelhecem — apenas ganham mais significado com o tempo.












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