Parental Advisory: A Verdade por Trás do Selo + O Que Significa o “E” nas Músicas?
Parental Advisory: o selo que virou ícone da censura (e da cultura pop)
Criado em meio a uma batalha entre liberdade artística e moral conservadora, o selo Parental Advisory: Explicit Content surgiu nos Estados Unidos em 1985, como resposta à pressão do grupo Parents Music Resource Center (PMRC) — fundado por Mary “Tipper” Gore, esposa do então senador Al Gore. O objetivo? Alertar pais sobre músicas com conteúdo considerado impróprio para crianças e adolescentes.
⚠️ Como tudo começou
A polêmica nasceu quando a filha de Tipper ouviu a música “Darling Nikki”, de Prince, que fazia referência à masturbação. Chocada, Tipper iniciou uma campanha para rotular álbuns com letras explícitas. O PMRC elaborou uma lista com 15 músicas “perigosas”, apelidada de “Filthy Fifteen”, que incluía nomes como Mötley Crüe, Madonna e Twisted Sister.
Após pressão pública e audiências no Senado, a Recording Industry Association of America (RIAA) criou o selo “Parental Guidance: Explicit Lyrics”, que mais tarde evoluiu para o icônico Parental Advisory: Explicit Content, adotado oficialmente em 1990 com o álbum Banned in the U.S.A. do grupo de rap 2 Live Crew.
🎧 O que significa o “E” nas plataformas de streaming?
O “E” que aparece ao lado do nome de algumas músicas em plataformas como Spotify, Apple Music e Deezer é uma abreviação de “Explicit”. Ele indica que a faixa contém:
Linguagem ofensiva ou palavrões
Referências sexuais explícitas
Conteúdo violento ou uso de drogas
Esse marcador digital é a versão moderna do selo físico Parental Advisory, adaptado para o consumo online. Ele serve como alerta para pais e usuários que desejam evitar esse tipo de conteúdo — embora, na prática, muitos jovens vejam o “E” como um atrativo.
📈 De censura a símbolo cultural
O que começou como uma tentativa de controle virou símbolo de rebeldia. O selo Parental Advisory foi estampado em camisetas, capas de álbuns e até tatuagens. Artistas como Eminem, N.W.A., Nirvana e Marilyn Manson usaram o rótulo como parte de sua identidade provocadora.
Curiosamente, estudos mostraram que álbuns com o selo vendiam mais, especialmente entre adolescentes. A censura, como dizem, saiu pela culatra.
🧠 Curiosidade final
Apesar de parecer obrigatório, o uso do selo é voluntário. Cada gravadora decide se aplica ou não, com base nas diretrizes da RIAA. E mesmo com o alerta, muitos varejistas continuam vendendo versões explícitas sem restrições.











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