Setembro no Metal: Powerslave, Painkiller e o legado eterno de Jimi Hendrix 🎸🔥

 


Setembro no Metal: lançamentos históricos e o legado eterno de Jimi Hendrix

1º de setembro de 2025 — Pouso Alegre, MG

Setembro é um mês marcante para o mundo do heavy metal. Três datas específicas — 3 e 18 de setembro — concentram momentos que moldaram o gênero: dois lançamentos icônicos e uma perda irreparável. Iron Maiden, Judas Priest e Jimi Hendrix protagonizam esse capítulo da história sonora.

⚔️ 3 de setembro de 1984 — Iron Maiden lança Powerslave, o épico egípcio do metal britânico

Há 41 anos, o Iron Maiden lançava Powerslave, seu quinto álbum de estúdio, gravado no Compass Point Studios, nas Bahamas. Produzido por Martin Birch, o disco trouxe uma sonoridade mais técnica e temática, com destaque para a capa inspirada no Egito Antigo — uma das mais icônicas da banda, assinada por Derek Riggs.

O álbum inclui clássicos como “Aces High”, sobre batalhas aéreas da Segunda Guerra Mundial, e “2 Minutes to Midnight”, uma crítica à ameaça nuclear. A faixa “Rime of the Ancient Mariner”, baseada no poema de Samuel Taylor Coleridge, tornou-se a mais longa da banda até 2015.

A turnê mundial World Slavery Tour consolidou o status global da banda, com 187 shows em 13 meses, passando por 28 países — incluindo a primeira visita ao Brasil, no Rock in Rio de 1985. O disco influenciou o power metal com sua narrativa épica e solos virtuosos, sendo considerado por muitos como o auge da era clássica da Donzela de Ferro.

Mesmo décadas depois, Powerslave continua sendo referência estética e sonora, provando que o metal britânico dos anos 80 moldou o gênero com ambição conceitual e teatralidade.

🔥 3 de setembro de 1990 — Judas Priest solta Painkiller, redefinindo o peso do metal

Seis anos após Powerslave, o Judas Priest lançava Painkiller, seu 12º álbum de estúdio — e um dos mais pesados da carreira. A estreia do baterista Scott Travis trouxe uma nova energia à banda, com batidas aceleradas e introduções explosivas, especialmente na faixa-título.

Produzido por Chris Tsangarides, o disco marcou o retorno à agressividade após os experimentos com sintetizadores em Turbo e Ram It Down. Com solos afiados de Glenn Tipton e K.K. Downing, Painkiller é considerado um marco do speed metal, influenciando bandas como Gamma Ray, Primal Fear e Angra — que inclusive gravou uma versão da faixa em 1996.

A capa, com o motociclista demoníaco, virou ícone visual do metal. A turnê mundial incluiu uma apresentação histórica no Rock in Rio II, em 1991, ao lado de Megadeth, Sepultura e Guns N’ Roses. O álbum também marcou a saída temporária de Rob Halford, que fundaria o Fight em 1992.

Painkiller é a prova da resiliência do metal clássico, que sobreviveu à ascensão do grunge com força renovada e brutalidade técnica.

🎸 18 de setembro de 1970 — Jimi Hendrix morre aos 27, deixando um legado que transcende o metal

Há 55 anos, o mundo perdia Jimi Hendrix, aos 27 anos, em Londres. Embora seu estilo fosse mais psicodélico e blues rock, sua abordagem inovadora à guitarra — com uso de distorção, feedback e improvisos intensos — influenciou diretamente o nascimento do hard rock e do heavy metal.

Álbuns como Are You Experienced e Electric Ladyland pavimentaram o caminho para bandas como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Hendrix mostrou que a guitarra podia ser uma extensão emocional do artista, algo que o metal adotaria como essência.

Sua morte precoce o colocou no chamado “Clube dos 27”, ao lado de Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. Mas seu legado permanece vivo em cada solo distorcido e cada performance visceral que define o espírito do metal moderno.

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