Álbuns Polêmicos do Metal: Metallica, Judas Priest, Morbid Angel e Mais!

 


Álbuns controversos que dividiram fãs e redefiniram o metal

Por Redação | 2 de outubro de 2025

O mundo do metal é conhecido por sua fidelidade às raízes, mas algumas bandas ousaram romper com expectativas — e pagaram o preço em críticas, controvérsias e até rejeição temporária dos fãs. Assim como Turbo do Judas Priest e Load do Metallica, outros discos marcaram momentos de ruptura sonora que ainda geram debates acalorados.

Turbo – Judas Priest (1986)

Com sintetizadores e produção voltada ao mercado norte-americano, Turbo foi lançado em meio à ascensão do glam metal. Rob Halford admitiu que “todo mundo queria jogar o disco no lixo” quando saiu. Hoje, o álbum é visto como um experimento ousado, mas ainda divide opiniões entre fãs da era clássica da banda.

🔥 Load e Reload – Metallica (1996–1997)

Após o sucesso de The Black Album, o Metallica mergulhou em sonoridades mais alternativas e visuais mais estilizados. Load trouxe influências de hard rock e blues, com letras introspectivas e estética que chocou fãs do thrash original. Embora tenham vendido milhões, os discos são frequentemente citados como os mais polarizadores da carreira da banda.

🧪 Cold Lake – Celtic Frost (1988)

A banda suíça de metal extremo tentou uma guinada glam, abandonando o som sombrio por uma estética mais comercial. O resultado foi um desastre de crítica e público. O vocalista Tom Warrior renegou o álbum por anos, e só recentemente ele foi reavaliado como um retrato curioso de uma banda em crise criativa.

🎤 Illud Divinum Insanus – Morbid Angel (2011)

Conhecida por seu death metal técnico e brutal, Morbid Angel surpreendeu (e enfureceu) fãs ao incluir elementos de música eletrônica e industrial nesse álbum. A recepção foi tão negativa que muitos consideram o disco um dos maiores tropeços da história do death metal.

🎷 Risk – Megadeth (1999)

Dave Mustaine tentou explorar territórios mais melódicos e alternativos com Risk, mas o título se provou profético. O álbum foi criticado por se afastar do thrash e é frequentemente citado como o ponto mais baixo da discografia da banda — embora algumas faixas tenham envelhecido melhor do que se esperava.

🧙 Into the Pandemonium – Celtic Frost (1987)

Antes de Cold Lake, a banda já havia causado estranhamento com Into the Pandemonium, que misturava metal com música clássica, industrial e até covers de new wave. Hoje, o disco é considerado visionário, mas na época foi recebido com confusão.

🧼 The Unspoken King – Cryptopsy (2008)

A banda canadense de death metal técnico tentou incorporar elementos de deathcore e vocais limpos, o que gerou forte rejeição. Fãs acusaram o grupo de “vender a alma” e o álbum permanece como um ponto de ruptura na trajetória da banda.

Esses álbuns mostram que, no metal, ousar pode ser tanto um ato de coragem quanto um risco de alienação. Alguns foram reavaliados com o tempo, outros continuam como símbolos de decisões mal compreendidas. Mas todos contribuíram para a evolução — e os debates — que tornam o gênero tão apaixonante.

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