A música do Dream Theater que foi diretamente influenciada por Zakk Wylde

                                         

 A música do Dream Theater que foi diretamente influenciada por Zakk Wylde

Recentemente, o Dream Theater revelou que uma de suas composições foi diretamente influenciada por Zakk Wylde, guitarrista conhecido por seu trabalho com Ozzy Osbourne e pela banda Black Label Society. A faixa em questão é “Burning My Soul”, lançada no álbum Falling Into Infinity (1997). Segundo relatos, o riff principal da música foi inspirado no estilo pesado e cheio de “pinch harmonics” característico de Wylde, algo que John Petrucci, guitarrista do Dream Theater, admirava profundamente.

Essa revelação ganhou destaque porque mostra como o Dream Theater, banda de metal progressivo conhecida por sua complexidade, também se deixava influenciar por músicos de estilos mais diretos e agressivos. A influência de Wylde trouxe um peso adicional à faixa, diferenciando-a das composições mais técnicas e elaboradas do grupo.

O contexto da revelação foi a preparação da turnê “Uma Noite com o Dream Theater”, que passará pelo Brasil em 2026. Durante entrevistas, os integrantes comentaram sobre as influências que moldaram seu repertório, e Petrucci destacou a importância de Wylde em sua formação como guitarrista. Essa conexão surpreendeu muitos fãs, que não esperavam ver uma ligação tão direta entre os dois artistas.

A escolha de “Burning My Soul” como exemplo de influência é significativa porque a música sempre foi vista como uma das mais pesadas do Dream Theater. O riff inicial, marcado por agressividade e distorção, reflete claramente o estilo de Wylde, que se tornou uma referência para Petrucci na época.

Essa revelação também reforça a ideia de que o Dream Theater não se limita ao metal progressivo. A banda sempre buscou incorporar diferentes estilos e influências, desde o jazz até o metal extremo. A admiração por Zakk Wylde mostra como os músicos estavam atentos ao que acontecia no cenário do metal mais amplo, absorvendo elementos que enriqueciam sua sonoridade.

Para os fãs brasileiros, essa curiosidade ganha ainda mais relevância, já que a turnê de 2026 promete trazer uma retrospectiva da carreira da banda. Saber que uma das músicas mais pesadas do repertório foi inspirada por Wylde cria expectativa sobre como ela será apresentada ao vivo. Muitos acreditam que Petrucci pode até incluir improvisos ou trechos que reforcem ainda mais essa conexão com o estilo do guitarrista norte-americano. Essa possibilidade deixa os admiradores ansiosos, pois seria uma forma de homenagear não apenas a própria trajetória do Dream Theater, mas também a influência de outros ícones do metal que ajudaram a moldar o som da banda.

A relação entre Petrucci e Wylde não é apenas musical, mas também pessoal. Em diversas entrevistas, Petrucci já declarou que admira a postura de Wylde como guitarrista e como figura pública no metal. Essa admiração se traduziu em pequenos detalhes técnicos que aparecem em “Burning My Soul”, como o uso de harmônicos artificiais e a pegada mais agressiva nos riffs. Para quem acompanha a carreira do Dream Theater, é interessante perceber como essas influências externas se infiltram em um repertório que, em geral, é marcado pela complexidade e pela busca por inovação.

Outro ponto que chama atenção é como essa revelação reforça a ideia de que o metal é um gênero em constante diálogo. Mesmo bandas que parecem estar em extremos diferentes — como o progressivo do Dream Theater e o heavy direto de Wylde — acabam se influenciando mutuamente. Isso mostra que o metal não é uma cena fragmentada, mas sim um ecossistema rico, onde artistas se inspiram uns nos outros para criar novas sonoridades. Essa troca é fundamental para manter o gênero vivo e relevante ao longo das décadas.

A música “Burning My Soul” sempre foi considerada uma das mais acessíveis do Dream Theater, justamente por ter uma estrutura mais direta e menos complexa do que outras faixas da banda. Agora, com a revelação da influência de Wylde, os fãs entendem melhor o motivo dessa diferença. O peso e a simplicidade relativa da composição refletem a tentativa de Petrucci de incorporar elementos de um guitarrista que sempre prezou pela força bruta e pela intensidade emocional em seus riffs. Essa mistura resultou em uma faixa que se destaca dentro do catálogo da banda.

Além disso, a revelação abre espaço para novas interpretações sobre a discografia do Dream Theater. Muitos críticos já começaram a revisitar outras músicas da banda em busca de influências externas semelhantes. A ideia é que, assim como Wylde deixou sua marca em “Burning My Soul”, outros guitarristas e estilos também podem ter influenciado composições específicas. Essa análise ajuda a compreender melhor a riqueza do repertório da banda e a forma como ela conseguiu se manter relevante por tanto tempo.

Por fim, a conexão entre Dream Theater e Zakk Wylde reforça a importância das influências cruzadas no metal. Mesmo artistas que parecem distantes em termos de estilo podem se encontrar em pontos específicos, criando músicas que carregam elementos de diferentes vertentes. Para os fãs, essa revelação é um presente, pois mostra que o Dream Theater não apenas se inspira em sua própria tradição progressiva, mas também dialoga com o peso visceral de guitarristas como Wylde. Essa mistura é o que torna o metal tão diverso e apaixonante, capaz de unir técnica e emoção em um mesmo espaço sonoro.

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