Calva Louise: a banda que mistura metal, nuns e Duolingo!
Calva Louise: a banda que mistura metal, nuns e Duolingo
A banda Calva Louise está conquistando o mundo com uma mistura explosiva de metalcore, EDM e latinidades. Liderada por Jess Allanic, a história do grupo envolve apresentações sobre Black Sabbath, nuns irritadas, Jack Black e até o uso de Duolingo para sobreviver na Europa.
A vocalista Jess Allanic, nascida em Guarenas, Venezuela, sabia desde cedo que queria ser uma estrela do rock. Inspirada pelas histórias da mãe sobre shows de Queen, Van Halen e Guns N’ Roses, ela fez uma apresentação escolar sobre o Black Sabbath e decidiu que seu destino era o Reino Unido — berço de seus ídolos. Mas o caminho até lá foi tudo menos convencional.
Antes de chegar à Inglaterra, Jess se mudou para a França aos 16 anos, onde viveu em um convento ao lado da escola. Lá, as freiras reclamavam do barulho enquanto ela praticava guitarra elétrica. A experiência, embora inusitada, moldou sua personalidade artística e fortaleceu sua determinação. Para se adaptar, ela usou o Duolingo para aprender francês e inglês, provando que a tecnologia também pode ser aliada do metal.
A banda Calva Louise foi formada em Londres em 2016, com Jess ao lado de Ben Parker (bateria) e Alizon Taho (baixo). O trio multicultural rapidamente chamou atenção por sua sonoridade única, que mistura metalcore, música eletrônica e ritmos latinos. Seus shows são descritos como caóticos, intensos e visualmente impactantes — com direito a teclados deslizantes e estética cyberpunk.
O grupo já lançou quatro álbuns: Rhinoceros (2019), Euphoric (2021), Over the Threshold (2023) e Edge of the Abyss (2025). Em 2024, foram nomeados pela BBC Radio 1 como “Artists You Need to Know”, consolidando sua presença na cena alternativa britânica. A banda também já se apresentou em festivais nos EUA, Europa e Reino Unido, ganhando fãs por onde passa.
Jess cita Jack Black como uma influência direta, especialmente por seu papel em Escola de Rock. Ela afirma que o filme a ajudou a entender que o metal pode ser divertido e acessível. Essa abordagem irreverente é visível nas letras e performances da Calva Louise, que desafiam os padrões do metal tradicional com humor, crítica social e estética futurista.
Com uma trajetória marcada por coragem, criatividade e multiculturalismo, a Calva Louise representa uma nova geração do metal — mais inclusiva, experimental e global. De apresentações escolares sobre Black Sabbath a palcos internacionais, a banda prova que o metal pode vir de qualquer lugar — até mesmo de conventos franceses e aplicativos de idiomas.












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