Cinco músicos ligados ao punk que eram “treinados demais” para o clichê dos três acordes!

 

Cinco músicos ligados ao punk que eram “treinados demais” para o clichê dos três acordes

O punk sempre foi associado à simplicidade: três acordes, atitude e energia bruta. No entanto, alguns músicos se destacaram por terem formação técnica muito além desse clichê. Um exemplo é Billy Zoom, guitarrista da banda X, que tinha treinamento formal em jazz e música clássica. Sua habilidade contrastava com o estilo cru do punk, mas ao mesmo tempo elevava o som da banda, mostrando que era possível unir técnica refinada com a agressividade característica do gênero.

Outro nome é D. Boon, do Minutemen, que trouxe influências de funk e improvisação para dentro do punk. Sua abordagem criativa e complexa fazia com que as músicas da banda fugissem do padrão simples, explorando ritmos e harmonias incomuns. Essa mistura ajudou a expandir os limites do punk, provando que o gênero podia ser muito mais do que três acordes repetidos em alta velocidade.

Mick Jones, do The Clash, também se encaixa nesse perfil. Embora a banda tenha se tornado um ícone do punk, Jones tinha uma formação musical sólida e explorava elementos de reggae, dub e até rock progressivo em suas composições. Essa versatilidade foi fundamental para que o Clash se tornasse uma das bandas mais influentes da história, mostrando que o punk podia dialogar com outros estilos sem perder sua essência.

Steve Jones, dos Sex Pistols, apesar de ser lembrado pela crueza de seu som, tinha uma habilidade técnica superior à média dos guitarristas punk. Sua pegada firme e riffs bem construídos ajudaram a dar peso às músicas da banda, tornando-as mais impactantes. Embora o Sex Pistols tenha sido símbolo da simplicidade, Jones provava que havia muito mais técnica por trás daquela aparente desordem.

Johnny Ramone, dos Ramones, também merece destaque. Embora sua técnica fosse muitas vezes subestimada, ele tinha uma disciplina rigorosa e uma precisão impressionante ao tocar. Sua forma de executar os acordes com velocidade e consistência exigia treino e dedicação, o que o diferenciava de muitos colegas de cena. Essa disciplina foi essencial para que os Ramones criassem um som único e duradouro.

Esses músicos mostram que o punk não era apenas sobre improviso e simplicidade. Muitos deles tinham formação sólida e habilidades técnicas que iam muito além do clichê dos três acordes. Essa combinação de atitude rebelde com conhecimento musical ajudou a expandir os horizontes do gênero e a garantir sua relevância até hoje.

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