Geezer Butler considera a capa de disco do Black Sabbath “a pior de todos os tempos”
Geezer Butler considera a capa de disco do Black Sabbath “a pior de todos os tempos”
Geezer Butler, baixista do Black Sabbath, recentemente comentou em entrevista que considera uma das capas de disco da banda como “a pior de todos os tempos”. O músico se referia à arte do álbum Born Again (1983), que traz a imagem de um bebê demoníaco em vermelho e amarelo. Para Butler, a capa não apenas falhou em transmitir a essência da banda, como também prejudicou a recepção inicial do disco. Essa declaração reacendeu debates entre fãs e críticos sobre a importância da estética visual na música, especialmente em um gênero como o metal, onde a identidade visual é parte fundamental da experiência.
A crítica de Butler não é isolada. Desde o lançamento, a capa de Born Again foi alvo de comentários negativos, sendo considerada por muitos como grotesca e mal executada. Embora o álbum tenha conquistado certa popularidade entre os fãs mais dedicados, sua arte sempre foi vista como um ponto fraco. Butler destacou que, na época, a banda não teve controle total sobre a escolha da capa, o que contribuiu para o resultado final insatisfatório. Essa falta de controle criativo é um tema recorrente na indústria musical, onde decisões de marketing muitas vezes se sobrepõem à visão artística dos músicos.
Apesar das críticas, Born Again tem seu valor histórico. Foi o único álbum do Black Sabbath com Ian Gillan, ex-vocalista do Deep Purple, e trouxe uma sonoridade diferente para a banda. No entanto, a capa acabou se tornando mais lembrada do que a própria música, o que reforça a importância da imagem na construção da identidade de um disco. Butler lamenta que essa escolha tenha ofuscado o conteúdo musical, que, segundo ele, merecia mais reconhecimento.
A declaração recente também mostra como os músicos continuam refletindo sobre suas carreiras décadas depois. Butler, ao revisitar esse episódio, demonstra que ainda se preocupa com a forma como o legado da banda é percebido. Essa postura é comum entre artistas veteranos, que buscam preservar a memória de suas obras e corrigir interpretações equivocadas. No caso do Black Sabbath, a crítica à capa de Born Again é uma tentativa de separar a música da estética visual que a acompanhou.
Os fãs, por sua vez, reagiram de forma diversa. Alguns concordaram com Butler e reforçaram que a capa realmente é uma das piores da história do metal. Outros, porém, defenderam que sua estranheza faz parte do charme do disco, tornando-o único dentro da discografia da banda. Essa divisão mostra como a arte é subjetiva e como diferentes públicos podem interpretar de maneiras distintas uma mesma obra.
No fim, a declaração de Geezer Butler reacende a discussão sobre a importância das capas de disco no metal. Elas não são apenas ilustrações, mas sim parte integrante da experiência musical. No caso de Born Again, a capa pode ter sido um erro, mas também se tornou um símbolo da época e da complexidade da trajetória do Black Sabbath.










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