Grandes Histórias do Metal e Punk: Bruce Dickinson, Nirvana, Lamb of God, Iggy Pop & mais!



Aqui está um compilado detalhado das principais notícias do mundo do metal, rock e punk.


🎸 Sex Pistols, ABBA, Danny Boyle e as Olimpíadas

O clássico “Pretty Vacant” dos Sex Pistols tem uma origem curiosa: Glen Matlock, baixista da banda, inspirou-se diretamente em um riff de baixo da música “SOS” do ABBA. Essa mistura improvável entre punk e pop sueco acabou gerando um dos hinos mais importantes da história do punk.

Décadas depois, em 2012, a música ganhou destaque mundial ao ser incluída por Danny Boyle na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres. Milhões de espectadores viram dançarinos com moicanos representando a energia rebelde dos Pistols.

A escolha de Boyle foi vista como ousada, já que a banda sempre foi associada à contracultura e ao confronto com o establishment britânico. Ainda assim, a performance foi celebrada como um marco cultural.

O episódio reforça como o punk, antes marginalizado, passou a ser reconhecido como parte essencial da identidade musical britânica.

Além disso, a ligação com ABBA mostra como influências inesperadas podem moldar a história da música.

Hoje, “Pretty Vacant” é lembrada não apenas como um hino punk, mas como um exemplo de como estilos distintos podem se cruzar e gerar algo revolucionário.


🔥 Lamb of God e o novo álbum Into Oblivion

O Lamb of God anunciou seu décimo álbum de estúdio, Into Oblivion, previsto para março de 2026. A obra é fortemente inspirada pelo cenário político e cultural dos Estados Unidos.

Segundo Randy Blythe, vocalista, o disco reflete a “quebra acelerada do contrato social” na sociedade americana. Ele afirma que comportamentos hoje aceitos seriam impensáveis há 20 anos.

O guitarrista Mark Morton destacou que o processo criativo buscou liberdade, sem se prender a tendências ou expectativas externas.

A faixa-título já foi lançada com videoclipe, trazendo riffs pesados e letras críticas ao futuro da nação.

A recepção inicial mostra que os fãs veem o álbum como uma continuação da postura engajada da banda, que sempre abordou temas sociais e políticos.

Com Into Oblivion, o Lamb of God reafirma seu papel como uma das vozes mais críticas e relevantes do metal moderno.


🥁 Nirvana e a canção esquecida de Dave Grohl

Dave Grohl, antes de se tornar líder do Foo Fighters, escreveu “Marigold”, uma música que acabou sendo gravada pelo Nirvana, mas sem Kurt Cobain nos vocais.

A faixa é única na discografia da banda, pois é a única lançada sob o nome Nirvana sem participação de Cobain.

Grohl revelou que estava inseguro em mostrar suas composições, temendo não estar à altura do legado de Cobain.

Apesar disso, Kurt apoiou o baterista e incentivou sua criatividade, o que foi crucial para que Grohl ganhasse confiança como compositor.

“Marigold” acabou sendo esquecida por muitos fãs, mas é considerada um ponto de transição para Grohl iniciar o Foo Fighters.

Hoje, a música é vista como um símbolo da amizade entre Grohl e Cobain e da evolução artística que viria depois.


🎤 Matt Sorum e o Velvet Revolver

Matt Sorum contou que percebeu o Velvet Revolver atingir o mesmo patamar de reconhecimento que o Guns N’ Roses.

Ele relembrou um episódio em Nova York, quando foi reconhecido na rua como membro do Velvet Revolver, e não apenas como ex-Guns.

A banda, formada por Sorum, Duff McKagan, Slash, Scott Weiland e Dave Kushner, rapidamente ganhou notoriedade com o álbum Contraband.

Sorum destacou que, mesmo sem competição direta, foi surpreendente ver a nova banda alcançar status semelhante ao Guns N’ Roses.

O Velvet Revolver representou uma nova fase para os músicos, trazendo frescor e energia ao cenário do rock dos anos 2000.

Apesar de não ter durado tanto quanto esperavam, o grupo deixou uma marca significativa na história do hard rock.


🎶 Keith Richards e a Gibson Hummingbird

Keith Richards presenteou uma banda britânica cult com uma Gibson Hummingbird de 1964, reforçando sua admiração por eles.

A guitarra, famosa por seu timbre quente e encorpado, já havia sido usada por Richards em composições icônicas dos Rolling Stones.

Esse gesto simbolizou não apenas amizade, mas também reconhecimento artístico.

A banda em questão, pouco conhecida do grande público, ganhou status especial por ser uma das favoritas de Richards.

O episódio mostra como ídolos consagrados podem apoiar grupos menores, ajudando a manter viva a cena underground.

A Gibson Hummingbird, por sua vez, continua sendo um dos instrumentos mais icônicos da história do rock.


🥁 Alex Van Halen sobre Black Sabbath

Alex Van Halen relembrou a primeira vez que viu o Black Sabbath ao vivo e destacou o impacto da performance de Bill Ward.

Ele contou que ficou impressionado com a força dos bumbos de Ward, descrevendo a experiência como transformadora.

O encontro ocorreu nos anos 1970, quando o Sabbath abriu para o Grand Funk Railroad.

Mais tarde, Van Halen excursionou com o Sabbath, fortalecendo ainda mais sua admiração pelo grupo.

Alex afirmou que Ward foi uma inspiração direta para seu estilo de bateria.

Esse relato reforça como o Sabbath influenciou gerações de músicos e consolidou seu papel como criadores do heavy metal


🎤 Bruce Dickinson e o risco do segundo álbum solo

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, enfrentou um dos momentos mais arriscados de sua carreira ao decidir investir em seu segundo álbum solo, Balls to Picasso. Depois de descartar dois projetos anteriores, ele se viu em uma situação financeira delicada, chegando a consultar seu contador para saber quanto dinheiro ainda restava. A resposta foi desanimadora: quase nada. Essa pressão financeira fez com que Dickinson apostasse todas as fichas em um trabalho que representava não apenas sua independência artística, mas também sua sobrevivência como músico fora da sombra do Maiden.

O álbum foi marcado por uma busca intensa de identidade musical. Bruce queria se afastar do som característico do Iron Maiden e explorar novas sonoridades, misturando elementos de hard rock, metal alternativo e até influências mais experimentais. Essa decisão não agradou a todos os fãs, muitos dos quais esperavam algo mais próximo do estilo clássico da banda. No entanto, para Dickinson, era essencial provar que podia caminhar sozinho e que sua criatividade não estava limitada ao universo do Maiden.

A parceria com o guitarrista Roy Z foi fundamental nesse processo. Roy trouxe frescor e novas ideias, ajudando Bruce a encontrar o equilíbrio entre inovação e acessibilidade. Juntos, eles criaram faixas que, embora diferentes do que o público estava acostumado, mostravam a versatilidade e coragem do vocalista. Essa colaboração seria o início de uma longa amizade e parceria musical que se estenderia por outros álbuns solo.

O risco de se afastar do Iron Maiden foi enorme. Dickinson sabia que estava deixando para trás uma das maiores bandas de metal da história, com uma base de fãs fiel e uma carreira consolidada. Mas sua inquietação artística falava mais alto. Ele queria explorar novos territórios e não se conformava em repetir fórmulas. Essa decisão, embora dolorosa, mostrou sua integridade como artista e sua disposição em enfrentar o desconhecido.

Com o tempo, Balls to Picasso ganhou reconhecimento como um álbum corajoso, mesmo que não tenha alcançado o mesmo sucesso comercial dos trabalhos do Maiden. Para Bruce, o mais importante foi provar a si mesmo que podia criar algo autêntico e relevante fora da banda. Essa experiência fortaleceu sua confiança e abriu caminho para futuros projetos solo ainda mais ousados.

No fim das contas, a saída temporária de Dickinson do Iron Maiden foi um capítulo essencial em sua trajetória. Ele voltou anos depois, revitalizado e com uma nova perspectiva, trazendo ao Maiden uma energia renovada. O risco que correu com seu segundo álbum solo não apenas salvou sua carreira, mas também demonstrou que a verdadeira arte exige coragem e disposição para enfrentar a incerteza.


🎸 Metal Allegiance e William DuVall

O supergrupo Metal Allegiance, conhecido por reunir músicos renomados do metal em projetos colaborativos, lançou uma nova música com William DuVall, vocalista do Alice in Chains. A participação de DuVall trouxe uma nova dimensão ao som da banda, misturando sua voz marcante com riffs pesados e a energia característica do projeto.

Metal Allegiance sempre foi uma celebração da união entre músicos de diferentes bandas e estilos. A ideia é criar algo único, sem as limitações impostas por contratos ou expectativas comerciais. Nesse contexto, a presença de DuVall foi recebida com entusiasmo, já que ele representa uma das vozes mais respeitadas do rock alternativo e do grunge.

A nova faixa aborda temas de resistência e superação, refletindo o espírito colaborativo da banda. Com letras intensas e uma sonoridade agressiva, a música mostra como o metal pode ser uma plataforma para mensagens poderosas e universais.

Os fãs destacaram a química entre DuVall e os demais integrantes, como Alex Skolnick (Testament) e Mike Portnoy (ex-Dream Theater). Essa combinação de talentos resultou em uma obra que transcende estilos e reafirma a relevância do Metal Allegiance no cenário atual.

O lançamento também reforça a importância de projetos paralelos na cena do metal. Eles permitem que músicos explorem novas ideias e colaborem de formas que seriam impossíveis em suas bandas principais.

Com William DuVall nos vocais, o Metal Allegiance reafirma sua proposta de ser um laboratório criativo para o metal, sempre aberto a novas vozes e influências.


⚡ Metallica e o clássico perdido da NWOBHM

Metallica sempre reconheceu sua dívida com a New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM), movimento que influenciou diretamente sua sonoridade nos anos 1980. Um exemplo marcante é a reinterpretação de “Am I Evil?”, originalmente da banda Diamond Head.

A música, que começou como um clássico underground, ganhou notoriedade mundial quando o Metallica a incluiu em seus shows e gravações. O riff poderoso e a letra provocativa se encaixaram perfeitamente no estilo agressivo da banda.

Curiosamente, a abertura da canção — “My mother was a witch” — gerou polêmica na época, mas acabou se tornando um dos versos mais icônicos do metal. Para os fãs, essa frase simboliza a rebeldia e a ousadia do gênero.

Ao regravar a faixa, o Metallica não apenas homenageou seus ídolos, mas também ajudou a preservar a memória da NWOBHM, garantindo que novas gerações conhecessem bandas como Diamond Head.

Essa prática de revisitar clássicos britânicos foi fundamental para consolidar a identidade do Metallica. Eles mostraram que o metal americano tinha raízes profundas na cena britânica.

Hoje, “Am I Evil?” é lembrada como um exemplo de como uma música relativamente obscura pode se transformar em um hino global quando reinterpretada por uma banda de alcance mundial.


🎶 Soulfly, Max Cavalera e Joe Satriani

Max Cavalera, líder do Soulfly, revelou que uma de suas músicas o faz lembrar de Joe Satriani. Essa conexão pode parecer improvável, já que Satriani é conhecido por seu virtuosismo instrumental e Soulfly por sua abordagem tribal e agressiva.

No entanto, para Max, a lembrança está ligada ao impacto que Satriani teve em sua formação musical. Ele destacou que, mesmo vindo de universos diferentes, ambos compartilham a busca por autenticidade e inovação.

A música em questão mistura elementos pesados com passagens melódicas, algo que remete ao estilo de Satriani. Para Max, essa fusão representa a diversidade do metal e sua capacidade de absorver influências variadas.

O relato também mostra como músicos de diferentes estilos podem se inspirar mutuamente. Satriani, com sua técnica refinada, influenciou até artistas que seguem caminhos mais extremos.

Essa lembrança reforça a ideia de que o metal é um gênero plural, capaz de dialogar com outras vertentes da música.

Para os fãs, a associação entre Soulfly e Satriani é uma prova de que a música não conhece fronteiras e que a inspiração pode vir dos lugares mais inesperados.


🎤 Iggy Pop e David Bowie em Berlim

Iggy Pop relembrou recentemente o período em que morou com David Bowie em Berlim, nos anos 1970. Essa fase foi crucial para ambos, marcando uma reinvenção artística e pessoal.

A cidade, dividida pelo Muro, oferecia um ambiente único de efervescência cultural e tensão política. Para Bowie e Iggy, Berlim foi um refúgio criativo, longe das pressões de Londres e Nova York.

Durante esse período, Bowie trabalhou em sua famosa “Trilogia de Berlim” (Low, Heroes e Lodger), enquanto Iggy lançou álbuns como The Idiot e Lust for Life. Ambos colaboraram intensamente, trocando ideias e influências.

A convivência também teve impacto pessoal. Bowie ajudou Iggy a superar problemas com drogas, oferecendo apoio e disciplina. Essa amizade foi fundamental para que Iggy conseguisse retomar sua carreira.

O programa recente em que Iggy relembrou essa fase trouxe à tona histórias fascinantes, como as longas caminhadas pela cidade e as noites em clubes underground.

Para os fãs, essa parceria é lembrada como um dos momentos mais criativos da história do rock, mostrando como duas lendas puderam se transformar mutuamente em um ambiente tão singular.

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