Grandes histórias do rock e metal: Bruce Dickinson, Hetfield, ZZ Top, Motörhead e mais!


 

Atualizações do mundo metal e rock


As 3 principais bandas da NWOBHM, segundo Bruce Dickinson

Bruce Dickinson apontou três bandas como os pilares da NWOBHM, destacando que, apesar da diversidade do movimento, poucas realmente romperam a barreira do underground para se tornarem forças globais. Em entrevista à Classic Rock, ele contextualizou o período entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980, quando o termo passou a agrupar grupos com sonoridades distintas sob um mesmo rótulo, como Iron Maiden, Def Leppard e Saxon, entre outros.

A NWOBHM surgiu como resposta à estagnação do heavy metal tradicional e ao avanço do punk, reenergizando o gênero com velocidade, agressividade e uma estética própria. O movimento foi essencial para renovar o público e abrir espaço para novas bandas, consolidando uma cena que se espalhou pela Europa e pelo mundo, com impacto duradouro na cultura do metal.

Dickinson reforçou que, embora muitos nomes tenham sido associados ao rótulo, apenas alguns conseguiram transformar o impulso inicial em carreiras de grande escala. Sua visão enfatiza a diferença entre relevância histórica e sucesso sustentado, um ponto recorrente nas análises sobre a NWOBHM e seus desdobramentos comerciais e artísticos.

A fala também reflete o olhar de um protagonista do período, que vivenciou a transição do underground para arenas globais. Ao destacar três bandas como principais, Dickinson sugere que o legado do movimento é tanto musical quanto estratégico—capacidade de compor, gravar e turnê em alto nível por décadas.

No fim, a leitura de Dickinson ajuda a separar mito de realidade: a NWOBHM foi um celeiro de talentos, mas a consolidação em escala mundial ficou restrita a poucos nomes que souberam transformar energia bruta em identidade e consistência de longo prazo.

NWOBHM significa New Wave of British Heavy Metal (Nova Onda do Heavy Metal Britânico). Foi um movimento musical surgido no Reino Unido no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, que revitalizou o heavy metal com uma abordagem mais rápida, agressiva e energética


“Até quando esse cara vai aguentar?” — o veterano que impressiona James Hetfield

James Hetfield costuma se surpreender com a longevidade e a energia de artistas veteranos, especialmente quando observa plateias multigeracionais nos shows do Metallica. Em entrevista, ele comentou como ver três gerações abraçadas no mesmo concerto renova sua paixão pela profissão, evidenciando a força de ícones que seguem ativos e inspiradores ao longo das décadas.

Esse fenômeno de público também reflete a permanência de artistas que Hetfield admira—gente que continua entregando performance e relevância, mesmo após longas carreiras. A diversidade e o alcance global do Metallica ajudam a ilustrar como o rock e o metal mantêm vitalidade por meio de figuras que resistem ao tempo e às mudanças de mercado.

Ao longo dos anos 2000, Hetfield também destacou trabalhos que o impressionaram pela ambição e vigor, como álbuns que elevaram bandas a novos patamares criativos. Esse tipo de reconhecimento mostra que, para ele, o impacto não está apenas na idade, mas na capacidade de continuar evoluindo e surpreendendo, mantendo o fogo aceso no metal moderno.

A admiração por veteranos costuma vir acompanhada de respeito por quem sustenta turnês intensas, composições relevantes e presença de palco consistente. Hetfield enxerga nisso um espelho do que o próprio Metallica busca—longevidade com propósito, sem se apoiar apenas em nostalgia, mas em trabalho contínuo e conexão real com o público.

No fim, a pergunta “até quando esse cara vai aguentar?” é menos sobre limite físico e mais sobre a força simbólica de artistas que se tornam referência de resiliência. Hetfield vê nessas figuras um lembrete de que o metal é uma maratona—e que a paixão do público, em várias gerações, é o combustível que mantém tudo vivo.

Hetfield se pergunta “até quando esse cara vai aguentar?” justamente porque Angus Young desafia o tempo e continua sendo um dos guitarristas mais enérgicos do rock clássico.


O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música.

Há clássicos do rock cuja força não está apenas no riff ou no refrão, mas na narrativa que a letra constrói—e ignorá-la pode distorcer completamente a mensagem. Um exemplo discutido recentemente evidencia como a leitura atenta da letra muda a percepção do ouvinte, revelando camadas de história, personagens e consequências que passam despercebidas numa audição superficial.

A composição em questão foi usada para mostrar como muitos ouvintes priorizam melodia e arranjo, deixando palavras e significados em segundo plano. Quando se mergulha na letra, o impacto emocional e o sentido da obra se ampliam, reforçando que o rock também é literatura cantada, com enredos que pedem atenção.

Essa discussão dialoga com a importância da letra na composição musical: ela transmite mensagens, emoções e histórias, complementando melodia, harmonia e ritmo. Em termos de criação, a letra é um eixo que pode transformar uma música em experiência narrativa, conectando o ouvinte a temas profundos e contextos específicos.

Listas de clássicos frequentemente destacam canções que se tornaram icônicas tanto pela música quanto pela letra—de “Stairway to Heaven” a “Enter Sandman”. Esses exemplos ajudam a entender por que a leitura da letra é essencial para captar a intenção do artista e evitar interpretações rasas ou equivocadas.

Em síntese, ler a letra é um ato de respeito à obra e ao autor. No rock, onde a estética sonora é poderosa, a palavra escrita é o fio que amarra sentido e emoção—e pode ser a diferença entre ouvir uma música e realmente entendê-la.


ZZ Top recusou US$ 1 milhão para raspar a barba

Billy Gibbons confirmou que ele e Dusty Hill receberam, em 1984, uma proposta de US$ 1 milhão cada para rasparem suas icônicas barbas em um comercial da Gillette. A história, há anos circulando como rumor, foi detalhada recentemente por Gibbons, que explicou os bastidores da oferta e por que decidiram recusar, preservando a identidade visual da banda.

Segundo Gibbons, a decisão envolveu ponderar o impacto de uma mudança tão drástica na imagem do grupo. Consultado, o veterano Bob Merlis alertou para o risco de destruir um símbolo que já fazia parte do DNA do ZZ Top—uma marca reconhecível que transcende moda e se tornou assinatura cultural.

A recusa também reforça como imagem e música caminham juntas no rock: a barba do ZZ Top é tão emblemática quanto seus riffs e grooves. Em termos de branding, a escolha preservou um ativo intangível que ajudou a banda a se manter única em um mercado saturado de ícones visuais.

O episódio virou anedota histórica e case de marketing involuntário: dizer “não” a um milhão de dólares para manter coerência estética é um gesto raro. Para fãs, é um lembrete de que autenticidade tem valor—e que certas marcas pessoais não têm preço.

Décadas depois, a barba segue como símbolo de longevidade e consistência. A história reafirma que, no rock, identidade não se compra; se constrói e se protege, mesmo diante de propostas tentadoras.


A música do Motörhead com verso “sacana” que marcou Rob Halford

Rob Halford escolheu “Rock Out”, do álbum “Motörizer” (2008), como uma música especial do Motörhead—em parte pelo verso provocativo “Rock out with your cock out”. Para o vocalista do Judas Priest, a frase captura a essência irreverente da banda e a liberdade crua de Lemmy como compositor, algo que ele considera pura genialidade.

Halford destacou que o Motörhead vai além dos hinos mais conhecidos, e que faixas como “Rock Out” ajudam a entender o espírito sem concessões do grupo. A canção, direta e agressiva, condensa a atitude de “soltar-se” em um show, sem filtros, sem pudor—um convite à catarse que define a estética da banda.

A admiração de Halford por Lemmy também passa pelo reconhecimento de sua habilidade de escrever letras simples e impactantes. Em “Rock Out”, a provocação não é gratuita; é um manifesto de autenticidade, um lembrete de que o rock é, antes de tudo, energia e atitude.

O contexto do álbum “Motörizer” reforça a fase tardia do Motörhead ainda em alta rotação criativa, com composições que mantêm o DNA clássico sem soar datadas. “Rock Out” se encaixa como peça que dialoga com a tradição e, ao mesmo tempo, reafirma a vitalidade do trio no século XXI.

Para Halford, a música é um símbolo do que o Motörhead representa: ir a um show e simplesmente se soltar. É a síntese de uma filosofia que influenciou gerações e segue ecoando em palcos e playlists mundo afora.


A mulher da capa de “Around the Fur”, do Deftones, revisita a história em novo vídeo

Quase três décadas depois, Lisa Hughes—modelo da capa de “Around the Fur” (1997)—revisitou a história por trás da foto icônica em um novo vídeo feature. Ela esclareceu rumores e contou como o clique, feito de forma espontânea em uma jacuzzi, virou símbolo duradouro do metal alternativo dos anos 1990, com estética provocativa e autenticidade crua.

O fotógrafo Rick Kosick, convidado para registrar as gravações do álbum, relatou que não havia intenção inicial de usar aquela imagem como capa. O momento descontraído, capturado com lente olho de peixe e ângulo incomum, acabou se tornando uma das capas mais reconhecíveis da década, reforçando o impacto visual do Deftones.

A narrativa recupera detalhes pouco conhecidos: ambiente informal, clima de bastidores e a espontaneidade que definiu o clique. Essa combinação ajudou a consolidar a capa como peça de cultura pop, estampada em camisetas e lembrada por fãs como ícone de uma era.

Lisa também abordou a necessidade de contar sua própria versão, combatendo estereótipos e rumores que a rotulavam de forma simplista. Ao se apresentar como “apenas uma garota incrível de Auburn que gosta de se divertir”, ela humaniza a imagem e resgata o contexto real por trás do símbolo.

O vídeo feature funciona como documento histórico e reflexão sobre como imagens moldam memórias musicais. No caso do Deftones, a capa de “Around the Fur” é tão parte da obra quanto as músicas—um artefato que carrega estética, atitude e tempo.


A música do Iron Maiden que Steve Harris quer voltar a tocar nos shows

Steve Harris revelou que gostaria de resgatar “The Evil That Men Do” nos setlists do Iron Maiden. A faixa, lançada no fim dos anos 1980, não é executada ao vivo desde outubro de 2019, e o baixista comentou que, apesar de discutirem ideias, ela acabou ficando de fora da turnê atual—um “bom problema” diante do repertório vasto da banda.

A música, segundo single de “Seventh Son of a Seventh Son” (1988), foi sucesso nas paradas e se tornou favorita dos fãs. Harris destacou que escolher setlists é sempre difícil, e que há composições de várias fases que merecem voltar, mas a curadoria precisa equilibrar clássicos, resgates e narrativa de show.

A turnê recente tem foco em faixas de 1980 a 1992, resgatando músicas como “Killers” e “Rime of the Ancient Mariner”. Nesse contexto, “The Evil That Men Do” se encaixa como peça que conecta técnica, melodia e impacto emocional—um dos pilares da fase mais celebrada do Maiden.

O desejo de Harris também reflete a relação da banda com seus fãs: trazer de volta músicas queridas é uma forma de renovar a experiência sem perder identidade. Em shows de arenas, a escolha de repertório é parte da dramaturgia—cada faixa cumpre um papel na jornada do público.

Se reintegrada, “The Evil That Men Do” pode funcionar como ponte entre nostalgia e vigor atual, reafirmando o Maiden como banda que honra o passado sem se tornar estática. É o tipo de retorno que reacende coros e memórias em uníssono.


Linkin Park, Iron Maiden e mais: os mais bem pagos de 2025, segundo a Forbes

A Forbes divulgou a lista dos músicos mais bem pagos de 2025, com números impulsionados por turnês globais, streaming recorde e acordos milionários de catálogo. Entre bandas, Coldplay liderou com uma turnê histórica; Metallica e Imagine Dragons também figuraram no ranking, enquanto Linkin Park retornou com força e o Iron Maiden celebrou 50 anos com arrecadações robustas.

No recorte geral, artistas como The Weeknd, Taylor Swift e Beyoncé dominaram o topo, com faturamentos que somados chegaram a US$ 1,9 bilhão no ano. O destaque para acordos de catálogo—como o de The Weeknd—mostra uma tendência de monetização que vai além de shows e streaming, ampliando o portfólio financeiro dos artistas.

Para o rock e metal, a presença de Linkin Park e Iron Maiden reforça a capacidade de mobilização global e a força de marcas consolidadas. Em um mercado competitivo, essas bandas sustentam relevância com estratégias de turnê, merchandising e presença digital, mantendo alto poder de arrecadação.

A lista também evidencia a diversidade geográfica e estilística dos mais bem pagos, com latinos, pop e rock dividindo espaço. Isso sugere que o consumo musical em 2025 foi plural, com públicos distintos impulsionando diferentes modelos de receita—do estádio ao catálogo.

Em síntese, 2025 consolidou um cenário onde legado e inovação caminham juntos: bandas veteranas e artistas contemporâneos monetizam em múltiplas frentes, e o rock/metal segue competitivo no topo das finanças globais da música.


Antes do Whitecross, Rex Carroll quase foi do Whitesnake

Rex Carroll revelou que, em 1982, quase entrou para o Whitesnake após enviar uma fita cassete com duas músicas para o endereço impresso na capa de um disco. Seis semanas depois, recebeu ligação de Jim Delehant, da Atlantic Records, que cogitou construir uma banda ao redor de seu talento—um início de trajetória que o levaria ao projeto Fierce Heart antes do sucesso com o Whitecross.

A história, contada em entrevista, mostra como oportunidades na indústria podem surgir de gestos simples e ousados—como enviar material diretamente a um grande nome. Carroll trabalhou com profissionais de alto nível, como Chris Lord-Alge, mas o projeto não explodiu comercialmente, levando-o de volta ao circuito que o consagraria depois.

Relatos anteriores também indicam que, no período de mudanças de formação do Whitesnake, Carroll foi considerado, embora a escolha final tenha recaído sobre John Sykes. O episódio ilustra como decisões de casting moldam destinos de bandas e músicos, com impactos estéticos e comerciais duradouros.

O contexto do Whitesnake nos anos 1980—entre demissões e reformulações—foi terreno fértil para especulações e convites. A eventual entrada de Sykes redefiniu a sonoridade da banda, enquanto Carroll seguiu caminho próprio, tornando-se referência no rock cristão com o Whitecross.

No fim, a “quase” história com o Whitesnake é parte do mosaico de carreira de Carroll: um lembrete de que o sucesso é feito de curvas, não retas, e que cada porta aberta—mesmo que não atravessada—pode empurrar um músico para seu lugar certo.


A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee

Geddy Lee, do Rush, comentou sobre quem considera a banda mais influente do rock progressivo, deslocando o foco do virtuosismo para quem empurrou a linguagem do gênero adiante. Em discussões recentes, ele citou nomes como Jethro Tull e apontou outro grupo como herdeiro definitivo da linhagem progressiva, destacando inovação e impacto cultural além da técnica pura.

A fala de Geddy se insere em um debate amplo sobre o prog: Yes, Genesis e Jethro Tull são pilares históricos, mas a influência contemporânea passa por bandas que reinterpretaram o gênero para novas gerações. Sua visão valoriza quem expandiu fronteiras e trouxe o prog para o século XXI com relevância estética e emocional.

Como voz respeitada do movimento, Geddy Lee carrega autoridade para avaliar legado e influência. Sua própria trajetória no Rush—com composições complexas e fusões de estilos—ajuda a contextualizar o que ele considera essencial: não apenas tocar mais, mas dizer mais com a música.

O reconhecimento de uma “banda mais influente” também provoca reflexão sobre critérios: inovação, alcance, consistência e capacidade de inspirar outras cenas. Ao deslocar o foco, Geddy convida a olhar o prog como linguagem viva, não museu de técnica.

Em resumo, sua opinião reforça que o rock progressivo é um organismo em evolução. A banda que ele destaca como mais influente não apenas honra o passado, mas reescreve o presente—e é isso que mantém o gênero pulsando.


Bruce Dickinson relembra “Killers” e diz que gostaria de ter participado do álbum

Bruce Dickinson relembrou “Killers” (1981), segundo álbum do Iron Maiden, e afirmou que gostaria de ter participado das gravações. Embora tenha entrado na banda no fim de 1981, após Paul Di’Anno, Dickinson acompanhou sessões de mixagem e sempre considerou o disco um favorito pessoal, pela atmosfera e pelo groove que adoraria cantar.

Em entrevistas anteriores, ele comparou “Killers” a uma versão atualizada de “In Rock”, do Deep Purple, destacando faixas como “Wrathchild” e a própria “Killers”. Para Dickinson, o álbum tem uma energia particular que o conecta ao que ele mais gosta de interpretar—um material que, mesmo sem sua voz, dialoga com sua estética vocal.

A lembrança também reforça a transição histórica do Maiden: dos dois primeiros discos com Di’Anno para a era Dickinson, que consolidou o grupo como gigante do metal. “Killers” ocupa um lugar especial por ser ponte entre a crueza inicial e a ambição que viria com “The Number of the Beast”.

Dickinson relata que o produtor Martin Birch o convidou a acompanhar uma sessão, enquanto o Samson—banda de Bruce na época—trabalhava no mesmo estúdio. Esse cruzamento de caminhos antecipa a entrada de Bruce no Maiden e mostra como o ambiente criativo do período foi decisivo para sua decisão.

No fim, o desejo de ter cantado em “Killers” é um tributo ao disco e à fase Di’Anno. Para Dickinson, é um álbum que ele carrega como referência afetiva e artística—um capítulo que ele não escreveu, mas que ajudou a moldar o que viria a seguir

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