John Paul Jones aos 80: feminismo, ópera e o futuro do Led Zeppelin
John Paul Jones aos 80: feminismo, ópera e o futuro do Led Zeppelin
Aos 80 anos, John Paul Jones, ex-baixista e tecladista do Led Zeppelin, mergulha em composições clássicas e feministas. Em entrevista ao The Times, ele revela detalhes sobre sua nova obra para voz e orquestra, fala sobre sua paixão pela música erudita e comenta a possibilidade de um retorno do Zeppelin nos moldes do ABBA.
O lendário músico John Paul Jones, conhecido por seu papel essencial no Led Zeppelin, está vivendo uma nova fase criativa aos 80 anos. Em entrevista ao crítico Richard Morrison, do The Times, Jones revelou que sua paixão atual é a música clássica, e que acaba de compor uma obra para voz e orquestra baseada em poemas feministas. A estreia está marcada para o Wigmore Hall, em Londres.
A peça, escrita para a mezzo-soprano Dame Sarah Connolly, é baseada em quatro poemas que abordam o papel da mulher na sociedade: Her Kind, Pygmalion’s Bride, Morning Glory e I Say. Jones compôs a obra como um ciclo de canções, buscando expressar a força, a complexidade e a vulnerabilidade femininas por meio da música erudita. Ele afirma que esse projeto é uma das criações mais pessoais de sua carreira.
Jones também falou sobre sua transição do rock para a música clássica. Embora tenha sido um dos arquitetos do som pesado e inovador do Led Zeppelin, ele sempre teve formação clássica e interesse por arranjos orquestrais. “O rock foi minha juventude, mas a música clássica é minha maturidade”, declarou. Ele também revelou que compôs uma ópera completa, ainda inédita, e que pretende continuar explorando esse universo.
Sobre o Led Zeppelin, Jones foi questionado se a banda poderia seguir os passos do ABBA, que recentemente lançou um show virtual com avatares digitais. Ele respondeu com humor: “Não somos tão bonitos quanto o ABBA, mas nunca diga nunca”. Apesar da brincadeira, ele deixou claro que não há planos concretos para uma reunião, mas que respeita a ideia de preservar o legado com novas tecnologias.
A entrevista também abordou o impacto duradouro do Zeppelin. Jones reconhece que a banda continua influente, mas que seu foco atual é criar música que dialogue com temas contemporâneos, como o feminismo e a introspecção. Ele acredita que a arte deve evoluir com o tempo e que os músicos têm responsabilidade em refletir o mundo ao seu redor.
Com essa nova fase, John Paul Jones mostra que sua criatividade está longe de se aposentar. De riffs icônicos a composições sinfônicas, ele continua desafiando expectativas e provando que a música é uma jornada sem fim — e que aos 80 anos, ainda há muito a dizer.












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