Notícias do Mundo Metal 2026: Megadeth, Metallica, Extreme e muito mais!
Atualizações do mundo metal em 2026
A cena do metal e do rock segue intensa em 2026—com anúncios de turnês finais, novos álbuns saindo do forno, mudanças de formação e histórias saborosas dos bastidores. Abaixo, cada tópico desenvolvido em cinco parágrafos, com contexto e referências.
A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
Silvio “Bibika” Gomes, técnico e roadie dos primórdios do Sepultura, foi o convidado do After Podcast, parceria com a Rádio Itatiaia, e relembrou a origem do apelido que virou folclore no metal brasileiro. Henrique Portugal, ex-Skank, abriu a conversa destacando a sinceridade e o carisma de Bibika, figura querida nos bastidores do metal nacional.
No papo, Henrique perguntou diretamente de onde vinha “Bibika”, e Silvio contou a história sem filtro: o apelido surgiu em 1988, em meio a peripécias de estrada e episódios que moldaram sua reputação entre bandas e equipes técnicas. O relato reforça como os bastidores do metal brasileiro têm personagens tão marcantes quanto os músicos.
Bibika também revisitou memórias dos primeiros anos do Sepultura, quando a banda ainda construía sua base e dependia de uma rede de técnicos e amigos para viabilizar shows e gravações. Esses relatos ajudam a entender a cultura de camaradagem que sustentou o metal nacional nos anos 80 e 90.
A entrevista sublinha o papel dos roadies como pilares invisíveis do espetáculo—gente que resolve problemas, segura a bronca e, às vezes, vira lenda por episódios tão humanos quanto caóticos. Bibika é um desses nomes que atravessam décadas com histórias que explicam a alma do metal brasileiro.
Para quem acompanha o Sepultura e a cena nacional, ouvir Bibika é revisitar um capítulo essencial da construção do metal no Brasil—com humor, franqueza e memória viva de quem estava lá quando tudo acontecia.
Dave Mustaine descarta chamar ex-membros para a última tour do Megadeth
Dave Mustaine confirmou que não pretende convidar ex-integrantes para participações na turnê de despedida do Megadeth, prevista para começar em 2026. Em entrevista, ele afirmou que a banda “já tocou com muitas pessoas” e que prefere manter o foco na formação atual, evitando transformar o show em um “espetáculo de marionetes”.
A decisão acompanha o anúncio de que o Megadeth encerrará atividades após lançar seu último álbum em 2026, com Mustaine dizendo que quer se aposentar “no auge”—algo que, segundo ele, poucos artistas conseguem fazer. A fala reforça um desejo de controle estético e coerência na reta final da banda.
Mustaine também relembrou a longa história de mudanças de formação desde 1983, reconhecendo a contribuição de muitos músicos, mas reforçando que a despedida deve refletir o Megadeth “como ele é hoje”. A posição foi reiterada em diferentes veículos, incluindo NME e portais brasileiros.
A opção por não trazer ex-membros pode dividir fãs, mas aponta para uma narrativa de encerramento limpa, sem nostalgia performática. Mustaine parece querer evitar comparações e manter a energia centrada na atual fase criativa do grupo.
Para a indústria, é um gesto raro: encerrar uma banda icônica com uma turnê final sem apelar para reuniões pontuais. Isso pode fortalecer o legado do Megadeth como um projeto com identidade firme até o último ato.
Extreme começa a trabalhar em novo álbum de estúdio
O Extreme iniciou as gravações de seu sétimo álbum de estúdio, sucessor de “Six” (2023). Nuno Bettencourt publicou uma foto em estúdio com a legenda “DAY 1 2026 EX7REME”, marcando oficialmente o começo do processo criativo e indicando um 2026 movimentado para a banda.
A notícia chega após o encerramento do ciclo de “Six”, que teve clipes para todas as faixas—o último, “Here’s To The Losers”, saiu em novembro. Esse esforço audiovisual mostrou a ambição do grupo em dar tratamento cinematográfico às composições, preparando terreno para o novo trabalho.
Além do álbum, o Extreme confirmou apresentação no Monsters of Rock em São Paulo, no Allianz Parque, em 4 de abril, reforçando a conexão com o público brasileiro e a agenda intensa do ano. A Alpha FM destacou o início das gravações e a expectativa por novas músicas no setlist.
Em entrevistas anteriores, Nuno comentou o hiato de 15 anos entre álbuns de inéditas antes de “Six”, explicando o cuidado e a busca por material que justificasse o retorno. Agora, com o motor criativo aquecido, a banda parece pronta para acelerar.
Para os fãs, o anúncio sinaliza uma fase de alta produtividade—com estúdio, palco e uma estética que mescla virtuosismo e refrões acessíveis, marca registrada do Extreme desde os anos 90.
“I spent four days arguing about what could be done with an orchestra.” — a história de um clássico do Smashing Pumpkins
A história de “Tonight, Tonight”, do Smashing Pumpkins, revela a ambição de Billy Corgan em expandir o som da banda com orquestra, algo que exigiu quatro dias de debates sobre o que seria possível fazer. A faixa, do álbum “Mellon Collie and the Infinite Sadness” (1995), marcou uma virada estética com cordas grandiosas e bateria em cascata.
O Louder detalha como o universo da música dialogou com referências culturais—incluindo The Who, o elenco de Titanic e até SpongeBob SquarePants—na construção do imaginário que cerca a canção e seu impacto. É um recorte que mostra como “Tonight, Tonight” transcendeu o alternativo e virou peça de cultura pop.
A decisão de usar orquestra não foi apenas estética: foi uma afirmação de ambição artística, posicionando a banda em um patamar de produção que poucos do alternativo alcançaram nos anos 90. O resultado é uma faixa que soa atemporal e cinematográfica.
“Tonight, Tonight” também consolidou a reputação de Corgan como um compositor que não tem medo de confrontar limites técnicos e conceituais—mesmo que isso envolva discussões intensas com produtores e arranjadores. O processo criativo virou parte da lenda da música.
Hoje, a canção é lembrada como um dos ápices do Smashing Pumpkins, unindo rock alternativo, orquestra e uma narrativa visual que ajudou a fixar a banda no panteão dos anos 90.
Tyler Bates deixa a banda de turnê de Marilyn Manson
O guitarrista e produtor Tyler Bates anunciou sua saída da banda de turnê de Marilyn Manson, após uma década de colaboração ao vivo. Em comunicado, Bates disse que quer focar em projetos de cinema, TV e trabalhos artísticos, agradecendo aos colegas e aos fãs pelas experiências recentes em turnê.
Bates co-produziu e co-escreveu álbuns importantes da fase recente de Manson, como “The Pale Emperor” (2015), “Heaven Upside Down” (2017) e “One Assassination Under God – Chapter 1” (2024). Ele também confirmou apoio contínuo aos lançamentos de estúdio, incluindo o próximo “Chapter Two”.
A saída não envolve controvérsia—segundo os veículos Loudwire, Metal Injection e MetalSucks, trata-se de uma decisão de carreira, com Bates mantendo parceria criativa em estúdio. É uma transição que preserva a relação profissional e o fluxo de lançamentos.
No comunicado, Bates citou colegas como Gil Sharone, Reba Meyers e Matt “Piggy D” Montgomery, destacando o respeito pela equipe e pelo público que acompanhou a turnê de “One Assassination Under God: Chapter One”. O tom foi de gratidão e continuidade criativa.
Para Manson, a mudança exige reorganização da formação ao vivo, mas mantém a espinha dorsal de estúdio intacta—o que deve garantir consistência sonora nos próximos lançamentos.
Lars Ulrich estreia programa na SiriusXM com “deep dive” em AC/DC
Lars Ulrich, baterista do Metallica, lançou seu novo programa na SiriusXM, “Lars’ Deep Dive”, com episódio inaugural dedicado a AC/DC. A série vai ao ar no canal Maximum Metallica (Ch. 42), com reprises ao longo da semana e disponibilidade sob demanda no app da SiriusXM.
No episódio, Lars explora “deep cuts” da banda australiana, comentando escolhas e contextualizando a importância de AC/DC no rock. A proposta do programa é mergulhar em catálogos de bandas influentes, com curadoria pessoal do músico.
A SiriusXM divulgou a grade de reprises, com horários ao longo de vários dias, reforçando o caráter de série e a expectativa de novos mergulhos em outros artistas. O formato privilegia fãs que gostam de ouvir histórias por trás das músicas.
O Consequence detalhou a estreia e destacou como Lars usa o espaço para compartilhar preferências e memórias, aproximando o público do processo de escuta de um músico que também é fã. É conteúdo que conversa com a cultura de arquivo e descoberta musical.
Para o Metallica, a iniciativa amplia a presença da banda em mídia e reforça a imagem de Lars como embaixador do rock—um papel que ele desempenha com naturalidade e alcance global.
Stitched Up Heart anuncia novo álbum “Medusa” e clipe de “Glitch Bitch”
A banda Stitched Up Heart anunciou o álbum “Medusa” para 12 de junho e lançou o single “Glitch Bitch” com participação do Conquer Divide. A faixa celebra a confiança na era digital, com riffs pesados e atitude, e ganhou clipe oficial com estreia marcada no YouTube.
Formada em 2010 pela vocalista Alecia “Mixi” Demner, a banda é conhecida por misturar refrões de arena com peso moderno e letras introspectivas. O anúncio reforça a fase produtiva do grupo, que vem lançando singles e colaborações desde 2023.
“Glitch Bitch” foi apresentada como um hino à autoexpressão online, com produção de Cameron Pierce Mizell e composição assinada por Mixi e colaboradores. O clipe sai pelo selo Judge & Jury Records, ampliando a visibilidade do lançamento.
O Apple Music registra a discografia recente da banda, incluindo “To The Wolves” (2023) e “Darkness” (2020), além de singles como “Sick Sick Sick” (2025). “Medusa” promete consolidar a estética sonora que o grupo vem lapidando.
Para fãs de metal alternativo e hard moderno, o novo álbum posiciona o Stitched Up Heart como nome consistente na cena, com estratégia de singles e colaborações que ampliam alcance e engajamento.
“I hope they get sued”: como o Tool atraiu atenção mainstream e a ira de um grande frontman
O Tool sempre caminhou entre o culto e o mainstream, e sua ascensão trouxe comparações e críticas de figuras influentes do rock. Em diferentes momentos, a banda foi acusada de “plágio” ou “apropriação estética”, gerando debates sobre originalidade e influência. (Sem citação específica disponível.)
A reação de um grande frontman—com frases como “espero que sejam processados”—ilustra o quanto o Tool incomodou ao ocupar espaço fora do circuito alternativo, com composições complexas e estética própria. Esses embates costumam refletir disputas simbólicas mais do que casos legais. (Sem citação específica disponível.)
A banda, por sua vez, sempre sustentou uma abordagem autoral, com estruturas rítmicas ímpares, letras enigmáticas e produção meticulosa. O choque com o mainstream veio sem concessões, o que explica parte da irritação de quem vê o sucesso como “injusto” em termos de originalidade. (Sem citação específica disponível.)
No fim, a discussão sobre “plágio” no rock frequentemente esbarra em zonas cinzentas—referências, homenagens e convergências estéticas. O Tool virou alvo por ser grande demais para passar despercebido, e por manter uma aura de mistério que alimenta narrativas de rivalidade. (Sem citação específica disponível.)
O episódio mostra como o rock ainda é um campo de disputa de legitimidade: quem pode ser grande sem “trair” a arte? O Tool, goste-se ou não, virou símbolo dessa tensão entre vanguarda e popularidade. (Sem citação específica disponível.)
Como os debuts de Aerosmith e Bruce Springsteen falharam em capturar sua força bruta
A tese de que os álbuns de estreia de Aerosmith e Bruce Springsteen não capturaram sua energia crua aparece em depoimentos e análises históricas. Joe Perry lamentou o som “fino e estéril” do debut homônimo do Aerosmith, lançado em 1973, apesar de conter “Dream On”, que se tornaria um clássico anos depois.
O álbum foi gravado em duas semanas, com forte influência de blues e produção de Adrian Barber. Embora tenha alcançado a posição #21 na Billboard 200 e trazido faixas como “Mama Kin”, a própria banda reconhece que o registro não refletia a potência ao vivo que os fãs viam nos palcos.
A Rolling Stone Brasil relembra como o disco marcou o início de uma era, mas o reconhecimento pleno veio com o tempo—especialmente após o relançamento de “Dream On” em 1976, quando a faixa explodiu nas paradas. É um caso clássico de obra que cresce com o contexto e a maturidade da banda.
No caso de Springsteen, críticas semelhantes apontam que os primeiros registros não capturavam a “raw power” que se tornaria sua marca, algo que só se consolidaria com discos posteriores e performances intensas. A comparação com Aerosmith ajuda a entender como debuts podem ser mais “esboços” do que manifestos definitivos. (Sem citação específica disponível.)
A lição: nem todo começo traduz a essência. Às vezes, é preciso estrada, conflitos e evolução técnica para que o som de estúdio alcance a força do palco—e tanto Aerosmith quanto Springsteen provaram isso ao longo dos anos.
Quatro vezes em que membros substitutos tornaram bandas de rock clássico 10 vezes melhores
Trocas de integrantes podem salvar carreiras e redefinir sonoridades. Há casos em que vocalistas ou guitarristas substitutos levaram bandas a patamares mais altos—seja por técnica, carisma ou encaixe estético. Listas e análises mostram como mudanças difíceis podem render frutos surpreendentes.
Exemplos incluem bandas que trocaram de vocalista e mantiveram (ou ampliaram) o sucesso, como o Queen após a morte de Freddie Mercury, ou grupos brasileiros como Barão Vermelho, que seguiram com Frejat nos vocais após a saída de Cazuza. Essas transições exigem coragem e visão de longo prazo.
Em muitos casos, o substituto traz repertório novo e energia renovada, ajudando a banda a dialogar com outra geração. O risco é alto, mas quando funciona, a história reescreve a percepção pública sobre “a voz” ou “o som” de um grupo.
Há também trocas por conflitos criativos, que liberam a banda para explorar caminhos antes travados. O rock clássico está cheio de episódios em que a mudança foi o gatilho para uma fase mais inventiva e bem-sucedida.
Essas histórias lembram que bandas são organismos vivos—e que, às vezes, a melhor versão surge quando alguém novo entra e acende luzes que estavam apagadas. O resultado pode ser “dez vezes melhor” não por comparação direta, mas por evolução coletiva.
Um exemplo marcante é o Deep Purple, que viu sua sonoridade se transformar com a entrada de David Coverdale e Glenn Hughes nos anos 70, trazendo frescor e novas influências. O mesmo aconteceu com o Genesis, que após a saída de Peter Gabriel encontrou em Phil Collins uma voz que redefiniu o rumo da banda.
Outro caso é o Van Halen, que após a saída de David Lee Roth trouxe Sammy Hagar, resultando em uma fase de enorme sucesso comercial e novos clássicos. Essas mudanças provaram que, em alguns casos, a reinvenção é vital para a sobrevivência e expansão artística.
O AC/DC é talvez o exemplo mais emblemático de como um substituto pode transformar uma banda sem destruir sua identidade. Após a morte de Bon Scott em 1980, muitos acreditaram que o grupo não sobreviveria. No entanto, a entrada de Brian Johnson trouxe uma energia renovada e resultou no álbum Back in Black, que se tornou um dos discos mais vendidos da história da música. Johnson não apenas manteve o espírito rebelde do AC/DC, como ajudou a banda a alcançar um sucesso global sem precedentes.
Esses episódios mostram que, longe de serem apenas “remendos”, os membros substitutos podem ser catalisadores de novas fases criativas, garantindo que o rock clássico continue vivo e pulsante.





















Comentários
Postar um comentário