Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em The Last Note, do Megadeth
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em The Last Note, do Megadeth
O último álbum do Megadeth, lançado em janeiro de 2026 e intitulado simplesmente Megadeth, trouxe uma surpresa que mexeu com os fãs de thrash metal: a faixa bônus “Ride the Lightning”, originalmente composta por Dave Mustaine junto a James Hetfield, Lars Ulrich e Cliff Burton, quando o guitarrista ainda fazia parte do Metallica. Essa inclusão não foi apenas uma homenagem, mas também um gesto simbólico de reconciliação com o passado, já que Mustaine sempre carregou consigo a marca de ter sido expulso do Metallica em 1983. O disco, que marca a despedida oficial da banda, mostra como o círculo se fecha, trazendo de volta um título que remete diretamente ao auge da juventude dos músicos.
Além de “Ride the Lightning”, o álbum Megadeth apresenta outras referências sutis ao Metallica, como títulos e letras que dialogam com clássicos da banda rival. A faixa “Puppet Parade”, por exemplo, é vista por muitos críticos como uma alusão direta a Master of Puppets, enquanto “Let There Be Shred” remete ao espírito de velocidade e agressividade que o Metallica consolidou nos anos 80. Essas conexões não são coincidência: Mustaine declarou em entrevistas que quis deixar claro o quanto sua trajetória esteve ligada ao grupo que ajudou a fundar, mesmo após décadas de rivalidade.
O álbum também marca a estreia do guitarrista finlandês Teemu Mäntysaari, que trouxe frescor às composições e ajudou a dar nova vida às releituras. A escolha de incluir “Ride the Lightning” como faixa bônus foi estratégica, pois além de agradar os fãs mais antigos, reforça a narrativa de que Megadeth e Metallica são duas faces de uma mesma moeda dentro do thrash metal. Essa decisão foi recebida com entusiasmo pela crítica, que destacou o caráter histórico do lançamento.
Dave Mustaine comentou que a inclusão da música foi uma forma de “pagar respeito ao ponto de partida de sua carreira”. Ele reconheceu que, sem o Metallica, talvez nunca tivesse alcançado o sucesso com o Megadeth. Essa postura conciliadora contrasta com décadas de entrevistas em que o músico criticava seus ex-colegas de banda, mostrando uma maturidade que combina com o encerramento da trajetória do Megadeth.
A recepção dos fãs foi intensa, com debates acalorados nas redes sociais sobre se essa homenagem representava uma reconciliação definitiva ou apenas uma jogada de marketing. Muitos viram o gesto como um reconhecimento tardio, mas necessário, da importância do Metallica na formação de Mustaine como artista. Outros, mais céticos, acreditam que se trata apenas de uma estratégia para aumentar as vendas do álbum de despedida.
Independentemente da interpretação, o fato é que Megadeth conseguiu unir novamente os nomes das duas maiores bandas de thrash metal em um mesmo projeto. Essa conexão histórica reforça o legado de Mustaine e mostra como, mesmo após décadas de rivalidade, o respeito mútuo entre os músicos prevalece. O álbum já é considerado um marco por críticos e fãs, consolidando o fim da carreira da banda com uma nota de homenagem e reconciliação.










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